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Matheus Aded, Estudante
Matheus Aded
Comentário · há 5 meses
Icaro, primeiramente, é rude desmerecer um artigo. Nem ao menos fez questão de dialogar com meu artigo. Porém, já conheço o estudo feito por esse site. Vou encaminhar para você a mesma resposta que encaminhei para o David. Bom, tenho prioridades outras com relação aos livros.

Icaro, minha postagem teve como princípio elucidar sobre o que está acontecendo nos EUA e sobre o prospecto de aumento da violência. Mas eu já tinha a noção que teriam comentários como esse. A comparabilidade entre EUA e Brasil é muito difícil, por terem conjunturas históricas completamente diferentes, assim como situações sociais diversas. No entanto, entendo sua indignação.

Em 2014 foram 44.861 homicídios (incluindo suicídios) devido à porte de arma no Brasil. Entendo que é um número elevado, mas de acordo com estudos feitos 133.987 homicídios foram evitados desde 2002 com a legislação que proíbe o acesso à armamento para civis.

Já nos EUA, acontecem 37.079 (incluindo suicídios) homicídios por arma de fogo, mas a taxa de mortes acidentais e ataques em massa é muito maior. O número de homicídios não é tão menor assim.

Deve-se levar em conta que cada cultura tem lógica própria, assim como afirma Laraira em seu livro "Cultura: um conceito antropológico". Com isso em mente, é árduo uma comparação aprofundada. Lembre-se que o EUA possui uma conjuntura social - educacional, saúde, segurança, legislativa - melhor que a nossa, isso reflete no número menor de homicídios. Não há estudo que indique uma correlação de armamento civil com redução da taxa de mortes por arma de fogo, muito pelo contrário: quanto mais armas, mais mortes. O que deve ser pensado é se 300 milhões de armas no Brasil daria certo, haja vista como a sociedade brasileira é. O número de mortes por acidente aumentaria muito, a tendência é o total de mortes ser maior que hoje.

Abraços.
Matheus Aded, Estudante
Matheus Aded
Comentário · há 5 meses
David, minha postagem teve como princípio elucidar sobre o que está acontecendo nos EUA e sobre o prospecto de aumento da violência. Mas eu já tinha a noção que teriam comentários como esse. A comparabilidade entre EUA e Brasil é muito difícil, por terem conjunturas históricas completamente diferentes, assim como situações sociais diversas. No entanto, entendo sua indignação.

Em 2014 foram 44.861 homicídios (incluindo suicídios) devido à porte de arma. Entendo que é um número elevado, mas de acordo com estudos feitos 133.987 homicídios foram evitados desde 2002 com a legislação que proíbe o acesso à armamento para civis.

Já nos EUA, acontecem 37.079 (incluindo suicídios) homicídios por arma de fogo, mas a taxa de mortes acidentais e ataques em massa é muito maior. O número de homicídios não é tão menor assim. Aliás, deve-se levar em conta que cada cultura tem lógica própria, assim como afirma Laraira em seu livro "Cultura: um conceito antropológico". Com isso em mente, é árduo uma comparação aprofundada. Lembre-se que o EUA possui uma conjuntura social - educacional, saúde, segurança, legislativa - melhor que a nossa, isso reflete no número menor de homicídios. Não há estudo que indique uma correlação de armamento civil com redução da taxa de mortes por arma de fogo, muito pelo contrário: quanto mais armas, mais mortes. O que deve ser pensado é se 300 milhões de armas no Brasil daria certo, haja vista como a sociedade brasileira é. O número de mortes por acidente aumentaria muito, a tendência é o total ser maior que hoje.

David, obrigado por comentar e por ler. Abraço!
Matheus Aded, Estudante
Matheus Aded
Comentário · há 5 meses
Com toda certeza, Edson, Comte insere no âmbito filósofico uma nova vertente, o instável positivismo. Comte viveu em um momento conturbado marcado pelo caos generalizado - trata-se da dupla revolução. Com trágicas mudanças no contexto social, como o surgimento do proletariado, epidemias avassaladoras e aumento vertiginoso do crime nas cidades. É, portanto, nesse contexto caótico que Auguste Comte instaura a inovadora Física Social, a qual posteriormente mudaria de nome para Sociologia. Essa surge pautada na mesma racionalidade e método das ciências exatas, as quais o autor tinha conhecimento por estudar engenharia na Ecole Polytechnique de Paris, muito embora não finalize o curso.

No meu texto busquei enfatizar os pré-socráticos, haja vista que esses estabeleceram, com Tales de Mileto, uma filosofia científica. Mas essa não era idêntica à filosofia posteriormente idealizada por Comte. A diferença basal é que Tales, com a filosofia caracterizada como científica, iniciou uma separação da mitologia - característica da antiguidade clássica - do âmbito filosófico. Com isso, inicia-se uma filosofia pautada em explicar a realidade e a natureza - physis - através da causalidade em detrimento da explicação anterior, a qual usava a mitologia.

Desculpe não deixar isso claro no texto. A filosofia científica dos pré-socráticos pouco se assemelha com a filosofia positiva de Comte. Talvez o único ponto igualitário seja o uso da racionalidade para explicar a realidade.

Muito obrigado pelo comentário, por ler o texto e pelo senso crítico.
Qualquer dúvida ou sugestão, entre em contato via e-mail.
Abraço.
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